Onde eu me perdi? No começo, no meio ou no fim? Sinto que me perdi tentando encontrar você.
As vezes, essa segunda pessoa do singular não tem nome. Noutras vezes, o sobrenome fica lindo quando posto junto ao meu. Parece que vivi muito mais do que senti. Voei na direção contrária do senso comum, deixei ser enganada por ele e me traí, me fiz muda.
As borboletas do meu estômago dançam um tango. Colaboram com a inquietude que eu tanto temia.
Na parcialidade de encontrar os prós e os contras meu coração se partiu ao meio, ou quase. Só que de qualquer forma, eu não sei dizer qual é o lado vencedor.
Cheia de medos e preocupações fui ao seu encontro. Sem a menor chance de sobreviver, não sei se dói mais por mim ou por você. Sua presença consigo sentir no umbigo, algo tão interiorizado que arrancar será uma cirurgia complicada que as chances de sucesso não passam de uma lamparina no fim do túnel.
Não tenho a menor intenção de fugir, você sabe.
Fujo de mim mas não de você.
É clichê demais mas o problema não foi você, o problema sempre fui eu. Meti os pés pelas mãos, me virei de cabeça para baixo para te fazer feliz. Deitei, rolei, fingi de morto e esperei o biscoito de recompensa. Que veio, de uma forma totalmente inesperada.
Aí eu me perdi.
Perdi o interesse pelo brinquedo só que antes de qualquer coisa eu tinha perdido o interesse por mim. Por tudo o que fui. Por que mesmo perdi meu orgulho e parei de acreditar que sou capaz de mudar o mundo?!
Eureca!
Nunca fui muito justa comigo mesma entende? Só que nunca tive coragem de mudar as coisas ao meu redor. Ou melhor dizendo, nunca fui capaz de mudar as coisas dentro de mim.
Preciso começar a regar minha própria grama.
Não, eu não sei como fazer isso, não faço a menor ideia! Só que um dia minha mãe me disse que eu poderia fazer qualquer coisa que eu quisesse.
Por que não isso?
O primeiro desafio agora é não deixar de acreditar no meio do caminho.
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