Queria poder dizer uma imensidão de coisas. Queria poder te dar uma vastidão de sentimentos mas não fui capaz.
Negligenciei momentos com você. Deixei passar, deixei você esperar.
Falei alto quando o que eu precisava era escutar.
Joguei a culpa em você e tirei de mim qualquer responsabilidade sobre os atos.
Esperei uma compreensão que eu sempre soube que não seria recíproca até foi mas não da forma bondosa que demonstrei.
Mostrei indiferença de propósito para você perceber que não era nada,que não foi nada. Fui dissimulada e acabei escorregando na minha própria sinceridade.
Fiz e aconteci. Só não esperava que você também pudesse acontecer em mim.
Senhoras e senhores, respeitável publico! Sejam bem-vindos...
E hoje ainda gosto de olhar para o mundo sem entender o que meus olhos encontram.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Uma história de amor.
Havia tomado a nobre decisão que cada segundo seria raro. Cada segundo com ela ,seria perfeito. Cada segundo sem ela seria vazio de significado.
Tomara a decisão que seguiria seus planos em partes. Que ela teria que ser parte deles e as partes que não fossem ela seriam negligenciadas.
Tinha a certeza que não separariam mais os sonhos.Tinha a certeza que de dois se transformariam apenas em um.
Ruminava cada momento. Cada lágrima que jamais deixaria ela derramar. Cada arrepio que causaria nela. Cada alegria nova que pudesse trazer pra casa todos os dias.
Previa brigas. Previa o sexo no meio da noite. Previa cada traço dos filhos.
Cuidou dos detalhes esqueceu-se apenas de um: perguntar à ela o quanto era recíproco. Esqueceu-se de perguntar a quantidade de sonhos dela que ele estava incluído.
Tomara a decisão que seguiria seus planos em partes. Que ela teria que ser parte deles e as partes que não fossem ela seriam negligenciadas.
Tinha a certeza que não separariam mais os sonhos.Tinha a certeza que de dois se transformariam apenas em um.
Ruminava cada momento. Cada lágrima que jamais deixaria ela derramar. Cada arrepio que causaria nela. Cada alegria nova que pudesse trazer pra casa todos os dias.
Previa brigas. Previa o sexo no meio da noite. Previa cada traço dos filhos.
Cuidou dos detalhes esqueceu-se apenas de um: perguntar à ela o quanto era recíproco. Esqueceu-se de perguntar a quantidade de sonhos dela que ele estava incluído.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Vou começar de novo, no fim.
Não consigo mais me manter em pé. O mundo está girando muito rápido, entende? São muitas informações ao mesmo tempo, agora.
Estou cansada de usar metáforas, palavras legais e poéticas.
Coloco em prática cada vez menos meu sorriso.
Não, não estou me tornando uma pessoa depressiva. Muito pelo contrário, quando olho pela janela as cores estão cada vez mais vivas.
É cansaço, um cansaço continuo. Um cansaço que não cansa.
Algo que dá vontade de jogar tudo pra cima, trancar a porta do meu quarto e sair de lá só quando eu tiver certeza que cada molécula minha está devidamente estável.
Não sei se é deprimente ou reconfortante eu saber que isso não vai acontecer. Eu saber que não vou desistir de nada e que eu vou até o fim.
Mesmo que o fim não seja como eu espero, como eu sonho.
Será de alguma forma.
O fim chegará e aí, eu vou começar tudo de novo.
Estou cansada de usar metáforas, palavras legais e poéticas.
Coloco em prática cada vez menos meu sorriso.
Não, não estou me tornando uma pessoa depressiva. Muito pelo contrário, quando olho pela janela as cores estão cada vez mais vivas.
É cansaço, um cansaço continuo. Um cansaço que não cansa.
Algo que dá vontade de jogar tudo pra cima, trancar a porta do meu quarto e sair de lá só quando eu tiver certeza que cada molécula minha está devidamente estável.
Não sei se é deprimente ou reconfortante eu saber que isso não vai acontecer. Eu saber que não vou desistir de nada e que eu vou até o fim.
Mesmo que o fim não seja como eu espero, como eu sonho.
Será de alguma forma.
O fim chegará e aí, eu vou começar tudo de novo.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Existe sempre a opção eu. E essa não é jamais a primeira opção.
Não que isso dóa em mim apenas incomoda como pernilongos da madrugada.
Minto!
É dilacerante como a ponta da espada mas não tem o poder de fazer sangrar.
Tira meu sono madrugadas sem fim mas não tem o poder de me tirar os sonhos.
Faz lágrimas caírem de meus olhos mas não tem o poder de salgarem meus lábios.
Faz com que eu risque teu nome da folha mas tem o poder de me fazer escrever toda a tua história, na linha debaixo.
Uma pena as mudanças não serem perceptíveis.
Uma pena você escolher sempre alguém que vai se moldar ao teu faz-de-conta.
Não que isso dóa em mim apenas incomoda como pernilongos da madrugada.
Minto!
É dilacerante como a ponta da espada mas não tem o poder de fazer sangrar.
Tira meu sono madrugadas sem fim mas não tem o poder de me tirar os sonhos.
Faz lágrimas caírem de meus olhos mas não tem o poder de salgarem meus lábios.
Faz com que eu risque teu nome da folha mas tem o poder de me fazer escrever toda a tua história, na linha debaixo.
Uma pena as mudanças não serem perceptíveis.
Uma pena você escolher sempre alguém que vai se moldar ao teu faz-de-conta.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Jogando coisas ao vento.
Eram as formas erradas de manter a lucidez. Ela tinha consciência disso, consciência que aquilo poderia ser irreversível.
Sentia que ela era a única que poderia dar um basta em si mesma. Não havia mais ninguém que iria se importar ou, ao menos saber.
Ao mesmo tempo que havia tempo, ele faltava.
Se transformou no que viam e no que era. O que viam, era a melhor pessoa a ser vista. Já o que era, não era nada.
Apagava frases inteiras na angustia de não soar bem, deixava de lado linhas de pensamentos inteiras com o medo de não serem aceitas.
Fugia, gritava, tentava manter o sorriso no rosto. Em vão, sempre.
O espelho sabia tudo que acontecia e dele, fugia amargamente.
Não tinha muita certeza ainda como tudo aquilo ia passar, como iria fazer passar.
Sabia que algo iria acontecer, por bem ou por mal. Pra sempre ou só por um momento.
Ao menos, ela sabia que era verdadeira. Verdadeira nas coisas que pregava e demonstrava.. Não havia o fato de jogar ao vento uma coisa e fazer outra.
Tinha certeza de tudo que já não queria mais ter por perto.
Sentia que ela era a única que poderia dar um basta em si mesma. Não havia mais ninguém que iria se importar ou, ao menos saber.
Ao mesmo tempo que havia tempo, ele faltava.
Se transformou no que viam e no que era. O que viam, era a melhor pessoa a ser vista. Já o que era, não era nada.
Apagava frases inteiras na angustia de não soar bem, deixava de lado linhas de pensamentos inteiras com o medo de não serem aceitas.
Fugia, gritava, tentava manter o sorriso no rosto. Em vão, sempre.
O espelho sabia tudo que acontecia e dele, fugia amargamente.
Não tinha muita certeza ainda como tudo aquilo ia passar, como iria fazer passar.
Sabia que algo iria acontecer, por bem ou por mal. Pra sempre ou só por um momento.
Ao menos, ela sabia que era verdadeira. Verdadeira nas coisas que pregava e demonstrava.. Não havia o fato de jogar ao vento uma coisa e fazer outra.
Tinha certeza de tudo que já não queria mais ter por perto.
A mente, o coração, os planos.
As palavras vão e vem. Como batidas do coração.
Cada segundo pode ser tempo demais ou de menos. Intensos ou vazios mas nunca no meio terma da equação do tempo de espera.
Poesias, textos, arte barroca. Há inspiração ou respiração.
A respiração é falha e aí já estou num beco sem saída em meio a pensamentos insaciáveis.
Hoje e amanhã se misturam numa febre cheia de sonhos, planos e desejos que com a fé no impossível vão se realizar.
O subconsciente aje sobre o consciente numa tentativa sempre frustrada de manter as coisas sob a ótica da lógica.
Numa batalha perdida pra si mesmo, o coração responde com o silêncio. O silêncio da recusa em se manifestar.
Tem motivos de sobra para deixar de sonhar mas se deixar de sonhar, o que terá pra viver?
A realidade se torna absoleta pra quem insiste em viver no mundo da lua.
Cada segundo pode ser tempo demais ou de menos. Intensos ou vazios mas nunca no meio terma da equação do tempo de espera.
Poesias, textos, arte barroca. Há inspiração ou respiração.
A respiração é falha e aí já estou num beco sem saída em meio a pensamentos insaciáveis.
Hoje e amanhã se misturam numa febre cheia de sonhos, planos e desejos que com a fé no impossível vão se realizar.
O subconsciente aje sobre o consciente numa tentativa sempre frustrada de manter as coisas sob a ótica da lógica.
Numa batalha perdida pra si mesmo, o coração responde com o silêncio. O silêncio da recusa em se manifestar.
Tem motivos de sobra para deixar de sonhar mas se deixar de sonhar, o que terá pra viver?
A realidade se torna absoleta pra quem insiste em viver no mundo da lua.
domingo, 18 de julho de 2010
O imediatismo a longo prazo.
As vezes cansa. As vezes dói. Parece que estou vivendo muitas coisas desnecessárias.
Reconheço o amor em você e consigo até sentir fagulhas dele em mim e em alguns momentos viver isso é o que arde e não há como tirar isso de dentro de mim só que em outros momentos me sinto como quem está mergulhando em uma cachoeira: um passo em falso pode ser fatal.
Preciso assumir que é tentador.
Só que como observadora como talvez seja, tenho certeza que mais dia, menos dia vou colocar tudo a perder.
E não será por falta de vontade de ter mas sim por não saber manter. Não saber como as coisas funcionam a longo prazo.
O imediatismo em que vivo nunca me deixou conhecer esse outro lado. A responsabilidade de manter as coisas funcionando não só por mim. Por nós.
Perdoe-me se eu falhar... Juro que será sempre com a melhor das intenções.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Parabéns minha mãe.
Hoje não é o seu dia porque todos os dias são seus. É mãe, você tem 365 dias por ano pra você mas por que hoje? porque, como sabemos, 13 é o número da mudança e você, é você, tem forças para mudar o mundo. O mundo de todos nós com tua alegria, sua garra, sua esperança, sua coragem e sua vontade de seguir sempre em frente.
Momentos ruins acabaram se tornando normais ( não que deva ser assim sempre) e a cada momento desses que passa eu me orgulho cada vez mais disso.
Me orgulho cada vez mais de você.
Nossa relação já passou por muitos momentos só que agora sem a menor sombra de dúvidas é o nosso maior e melhor momento. Com todo o companheirismo, amizade e principalemente a confiança.
A confiança em nós mesmos.
Sabe? eu teria um milhão de palavras pra te dizer e mesmo assim não seria o suficiente pra dizer tudo.
Eu desejo tudo de melhor pra você. Desejo que você continue sempre com essa motivação para continuar a seguir.
Ah, o mais importante disso tudo :
Momentos ruins acabaram se tornando normais ( não que deva ser assim sempre) e a cada momento desses que passa eu me orgulho cada vez mais disso.
Me orgulho cada vez mais de você.
Nossa relação já passou por muitos momentos só que agora sem a menor sombra de dúvidas é o nosso maior e melhor momento. Com todo o companheirismo, amizade e principalemente a confiança.
A confiança em nós mesmos.
Sabe? eu teria um milhão de palavras pra te dizer e mesmo assim não seria o suficiente pra dizer tudo.
Eu desejo tudo de melhor pra você. Desejo que você continue sempre com essa motivação para continuar a seguir.
Ah, o mais importante disso tudo :
Eu amo você.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Passado sempre presente.
Eu poderia sentir uma bateria tocando dentro do meu peito mas aquele vazio incômodo em meu estômago não me deixava em paz. Eu havia feito uma escolha.
Sempre me disseram que o passado precisa ficar para trás e eu acreditava nisso até perceber que o meu passado não me largava. De forma nenhuma.
Estava em minhas mãos permitir que aquela chama ( labareda talvez) voltasse a arder em mim. Ou não.
Tentei momentâneamente achar uma forma para conciliar. Conciliar o que eu havia sido com o que me transformei depois. Não deu.
É impossível misturar a àgua com o óleo.
Respirei fundo. O desespero não era a melhor solução. Minha mente parou e num segundo começou a trabalhar muito rápido.
Ouvi um grito. A liberdade gritava.
A liberdade de ser o que sou e poder responder a quem ousar perguntar como sou e porrque sou.
Sem fantasias.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Como o prisioneiro de guerra perdeu sua cela e ganhou a morte! No pátio central, na árvore mais próxima.
O castelo todo viu, toda a corte aplaudiu o grito como quem vê o último capítulo da novela e não se importa como começou. Todos eles sabem que o prisioneiro mereceu e pagou : todas as suas dívidas. Todas as suas vidas.
Ninguém viu a última lágrima. Ninguém ouviu o nome do último suspiro. Quem o amaria? O tão sonhado filho não o veria assim tampouco o reconheceria.
Tanto tempo na cela foi o suficiente para apagar dos seus olhos a esperança. A esperança de sua vida, Não! a salvação, a remissão dos pecados cometidos contra si.
Sentiu sua garganta apertar e seu coração se libertar do ódio. O ódio do que nunca poderia ter feito! Conquistaria o mundo se ela pedisse mas ela sequer sabia seu nome (Será que tinha um?) .
Suas mãos começaram a ficar molhadas de suor.
Sua memória fraquejava mas ele? Nunca! Estava morrendo pelo seu orgulho.
Não conseguia lembrar de sua mãe. Como teria sido seu rosto?
Estava voltando a ser o adolescente suicída com os punhos cortados e a mente entorpecida.
Decidiu que não resistiria porém sabia que em algum momento tentaria de novo.
Fechou os olhos.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Vontade de verbalizar, e só.
Acordei com uma angústia, que não é passageira. Eu sei. Eu sinto.
É como um germe, uma bactéria, um monstro dentro do meu estômago. Uma falha (ou quase) na minha identidade. Corrói.
Sempre fugi do assunto mas não por medo e sim por achar que as pessoas podem ser tão generosas quanto eu costumo ser. Essa coisa de me doar e não ligar para as feridas que sangram em mim por ter a certeza que quem as causou virá em minha direção com um sorriso nos lábios, o coração na mão para um singelo e verdadeiro pedido de desculpas.
Infelizmente eu cresci e deixei de acreditar que o mundo pode ser do jeito que eu quiser. Descobri ainda, e essa é minha maior dor, que até a relação mais pura e fraternal(teoricamente, claro) é baseada em cifrões e números que me doem.
Só que, no fim das contas quem está mais errado nessa história sou eu, que sou homossexual e o que menos importa pra mim é a quantidade de carros que a pessoa tem mas sim a quantidade de histórias de vida ela tem pra contar.
Entendi que não adianta achar que as leis não vão recompor uma relação que praticamente já não existe e o amor sempre vai prevalecer junto com o respeito e o carinho. Eu esqueço,sempre esqueço, que não depende só de mim.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
O instante que não pára.
Se viu do lado de fora do vagão do metrô, só que estava diferente. Bem sucedida. No seu reflexo tinha aproveitado todas as oportunidades que a vida lhe dera.
Estava bonita e como se conhecia bem, seu reflexo estava amando alguém. Quis descer, conversar e saber como era o futuro sem o medo.
Ficou decepcionada com o que seu eu real, era. Era tanta a decepção pelos últimos 10 anos! E via ali, no seu próprio reflexo, tudo o que queria ser.
Trocaram um breve olhar, acenou para o reflexo que retribuiu sem entender.
Olhava a si mesma e as lágrimas começaram a surgir. Toda a culpa que sentia começou a pressionar seu peito. Tudo estava ali! Do lado de fora..
O metrô partiu e naquele instante - O mais importante de sua vida- Percebeu o quanto gostaria que fosse real e não apenas um reflexo.
sábado, 26 de junho de 2010
Apenas Adeus.
Se eu te der adeus hoje,
como será o tão desejado
amanhã?
E se eu não me despedir,
como fica a tão falada
saudade?
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Uma homenagem; Uma definição quase imaginária de mim mesma.
Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo o que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre
amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas
com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem
Inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas
a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o
convívio comigo mesmo se torne ao menos
suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce
sorriso
Que eu me lembre ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que
fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples
alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la
florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
Mas a outra metade
Também.
Metade - Oswaldo Montenegro.
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