Quando se percebe que o amor acabou? Na falta de vontade de
dizer que ama, no sorriso forçado, na paz não mais sentida?
Talvez não seja assim tão simples assumir a própria
confusão. Eu mesma ainda não consigo definir o que fica entre carência da
saudade e a ausência da vontade de estar junto.
Confunde a falta de tato; tonteia a singularidade de passos
não mais dados.
Se é que você me entende, me perdoa.
A procura por si mesmo é o que mais me atordoa. Essa coisa
esquisita de parar de se procurar no outro para se ter em si mesmo.
Não gosto de confundir as coisas, você sabe.
Fico aqui me perguntando se amor eterno é aquele vivido
todos os dias ou se é aquele que é sonhado a vida toda.
Alias, em alguns momentos tenho certeza que seria melhor ter
imaginado você pelo resto dos meus dias. Ter você asfixiada em mim se torna
pesado para uma criança que finge que é adulto.
E não, eu não entendo nada da vida.
Só me sinto triste o suficiente para não te deixar ser
feliz.
E se eu me despedir, será para sempre querendo ficar.