Senhoras e senhores, respeitável publico! Sejam bem-vindos...

E hoje ainda gosto de olhar para o mundo sem entender o que meus olhos encontram.




domingo, 16 de setembro de 2012


Não tem culpa.
É engraçada a forma como as pessoas eximem todos os lados de culpa.
“Veja bem, você precisa entender a dor do outro”
“Não existe certo e errado na história”
Nunca existe um lado certo e o lado errado. Existem aqueles que tomam partidos dos lados e nos dizem coisas que queremos, ou melhor, precisamos ouvir como consolo.
Afinal, é horrível ouvir da boca de outra pessoa que nós estamos errados mesmo quando estamos.
Todas as desculpas ditas, da boca para fora, não são suficientes.
O mundo numa condolência sem fim é tão comovente. Todos os sorrisos com a cabeça para o lado são tão enfadonhos.
Um velho e desconhecido amigo meu diria “o povo é uma bosta”.
Dizer que entendi porque as pessoas se comovem com a dor é prepotente demais, mas chegar à alguma conclusão é algo relevante.
Todas as dores são iguais e dizer que todo mundo sabe apenas da dor que carrega em si é uma reflexão de uma auto-piedade sem tamanho, entende?
Diria até um egoísmo desmedido... Se todas as pessoas são iguais, viemos do mesmo lugar por que não sentimos a mesma dor?
Por favor, humanos racionais, cresçam.
Deixar o outro te ajudar é tão lindo quanto se fazer sofrer por amor.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Eu bagunço meus cabelos. Olho para os lados. Tenho alucinações de coisas que não existem mais em minhas mãos.
Pergunto por que ainda procuro um sinal. É um sinal mesmo que procuro? Uma chama, um corte, uma vida ainda.
Procurar você nos momentos pode ser considerado um sinal? Se um dia eu te encontrar, tenho tantas perguntas a fazer.
Tantas perguntas não respondidas dentro de mim para você responder.
Não, por favor, não me leva a mal. Ando confundindo tanto a realidade com meus sonhos que minha mente se distrai com coisas tolas.
Desculpa o mau jeito, a insanidade.
Em alguma dessas frações de segundo passadas na irrealidade sangrei demais.
Sangrei ainda mais por não saber ainda usar o singular.
Perdoa se eu chorar?
Perdoa se eu, algum dia, deixei passar algum sorriso.
Hoje tocou a primeira música e eu, com toda a displicência que existe em mim fingi que não era nada. Fingi com um sorriso descuidado que era só uma música boa de ouvir.
Perdoa.
Perdoa por procurar outra dor para me distrair. É tão bom não ter certeza do que incomoda mais.
O que passou, o que não aconteceu e o que ainda, eu sei, vai acontecer.
É engraçada essa forma que a solidão me persegue. Ela flerta comigo de uma maneira que me entedia.
Sabia? Sabia que nada me entendia mais do que o mundo em volta de mim? Ele gira tão devagar que meus olhos se perdem numa rotatividade inexistente.
Me prenderam na cabine de uma roda gigante infinita que pode sempre trazer o melhor ou o pior dia da minha vida, na manhã seguinte. E minha maior culpa, toda minha, é oscilar entre a ansiedade e a angustia.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Amizades coloridas existem, são possíveis com respeito e honestidade, cumplicidade e bom humor.  Talvez seja o caso. O ponto saudável é não haver sacrifícios; coragem de se entregar sem morrer para si. Saúde é ter a autonomia para depender."
(Cinthya Verri)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Talvez eu te encontre no paraíso rindo e brincando, como sempre! Só que se um dia eu te encontrar no purgatório promete para mim que vai fingir que não dói em você também?

Um sonho.

Sonhei que toda a sua dor se instalava no meu peito e como mágica eu salvava seu mundo.
O meu mundo em ruínas se tornava tão bonito com seu sorriso.
As ruínas tomaram vida, te deram flores e sussurravam em meu ouvido todos os meus medos.
A borboleta da minha costa se desprendeu de minha pele e me levaria para o céu para espalhar de lá todo o amor, todo o meu amor.
Você, como sempre, riu por eu ser desajeitada, te olhei me enviando beijos por entre as rosas! Eu? Ah, eu... eu mudei para outro mundo, outro plano, outra galáxia... Onde nunca mais minha solidão pudesse te alcançar.

domingo, 15 de abril de 2012

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um ‘tchau’ e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’. Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?


(Beeshop)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A vida quis assim (Oswaldo Montenegro)

Me fale das andanças ex-amor
Dos melhores momentos que passou
Me fale que eu vou te falar dos meus
Eu tenho todo tempo pra ouvir
Os melhores momentos que eu vivi
São todos que passei ao lado teu
Mas se você quiser não vou lembrar
Pra não te constranger, me ver chorar
A gente fala então do que virá
Eu tenho toda vida pela frente
E vou viver da forma mais urgente
Quem sabe um dia eu pare de te amar
E mesmo que isso possa acontecer
Eu vou sentir saudade de você
Que culpa pode ter o coração?
Que pena que a vida quis assim
Você viver feliz longe de mim
A dor rindo da minha solidão
Se alguém vier pedir o meu conselho
A gente não aprende no espelho
A gente vive e sofre pra aprender
E cada amor é tanto e diferente
A vida insiste em dar esse presente
Comece o dia amando mais você

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Onde eu me perdi? No começo, no meio ou no fim? Sinto que me perdi tentando encontrar você.
As vezes, essa segunda pessoa do singular não tem nome. Noutras vezes, o sobrenome fica lindo quando posto junto ao meu. Parece que vivi muito mais do que senti. Voei na direção contrária do senso comum, deixei ser enganada por ele e me traí, me fiz muda.
As borboletas do meu estômago dançam um tango. Colaboram com a inquietude que eu tanto temia.
Na parcialidade de encontrar os prós e os contras meu coração se partiu ao meio, ou quase. Só que de qualquer forma, eu não sei dizer qual é o lado vencedor.
Cheia de medos e preocupações fui ao seu encontro. Sem a menor chance de sobreviver, não sei se dói mais por mim ou por você. Sua presença consigo sentir no umbigo, algo tão interiorizado que arrancar será uma cirurgia complicada que as chances de sucesso não passam de uma lamparina no fim do túnel.
Não tenho a menor intenção de fugir, você sabe.
Fujo de mim mas não de você.
É clichê demais mas o problema não foi você, o problema sempre fui eu. Meti os pés pelas mãos, me virei de cabeça para baixo para te fazer feliz. Deitei, rolei, fingi de morto e esperei o biscoito de recompensa. Que veio, de uma forma totalmente inesperada.
Aí eu me perdi.
Perdi o interesse pelo brinquedo só que antes de qualquer coisa eu tinha perdido o interesse por mim. Por tudo o que fui. Por que mesmo perdi meu orgulho e parei de acreditar que sou capaz de mudar o mundo?!
Eureca!
Nunca fui muito justa comigo mesma entende? Só que nunca tive coragem de mudar as coisas ao meu redor. Ou melhor dizendo, nunca fui capaz de mudar as coisas dentro de mim.
Preciso começar a regar minha própria grama.
Não, eu não sei como fazer isso, não faço a menor ideia! Só que um dia minha mãe me disse que eu poderia fazer qualquer coisa que eu quisesse.
Por que não isso?
O primeiro desafio agora é não deixar de acreditar no meio do caminho.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Oswaldo Montenegro tocando pacientemente no meu fone-de-ouvido me ajuda a enxergar claramente com as seguintes frases:
"Que as palavras que eu falo não sejam encaradas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos".

"Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço"

Os dados foram lançados. A roda da vida está girando lentamente como que de propósito para esperar quem aposta mais. A escolha foi feita por nós duas, o grande problema é que nós duas escolhemos por mim.
Você me escolheu por amor e eu me escolhi pela dor. A dor de não ser mais quem eu sou ao seu lado.

Não, por favor, não ache que isso é confortável para mim. O incomodo no fundo dos meus olhos não é só impressão sua.

Desculpa? Prometo que é a última vez que encherei seu coração de angústia.

Ouve, só mais um pouco... Prometo que é rápido! Por favor... Eu juro que nunca foi falta de te fazer sorrir.
Foi falta de jeito, falta de tato mas não, não entenda como se eu estivesse me retirando da luta. Eu iria até o fim! só que, no meio do campo de batalha, apareceu uma ferida que não parava de sangrar e a minha espada jaz ao teu lado.

Perdoa? Não vou mais tomar seu tempo. O meu papel é te deixar partir de um abraço que não existe mais.

"Se o adeus demora, a dor no coração se expande".

domingo, 29 de janeiro de 2012

Eu e todo o resto.

Gosto da sua empolgação com essas pequenas coisas pena que, nalguns momentos isso se torna árduo para mim. Me abraça? Preciso sentir seu coração seu coração batendo junto ao meu, num sinal de vida. Sinto algumas dores na alma, se importa em ser a minha cura? Se importa se eu agarrar cada fio de cabelo seu para manter a sanidade? Me abraça, só me abraça e não se preocupa, eu cuido de todo o resto.