Senhoras e senhores, respeitável publico! Sejam bem-vindos...

E hoje ainda gosto de olhar para o mundo sem entender o que meus olhos encontram.




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Existe sempre a opção eu. E essa não é jamais a primeira opção.
Não que isso dóa em mim apenas incomoda como pernilongos da madrugada.
Minto!
É dilacerante como a ponta da espada mas não tem o poder de fazer sangrar.
Tira meu sono madrugadas sem fim mas não tem o poder de me tirar os sonhos.
Faz lágrimas caírem de meus olhos mas não tem o poder de salgarem meus lábios.
Faz com que eu risque teu nome da folha mas tem o poder de me fazer escrever toda a tua história, na linha debaixo.

Uma pena as mudanças não serem perceptíveis.

Uma pena você escolher sempre alguém que vai se moldar ao teu faz-de-conta.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jogando coisas ao vento.

Eram as formas erradas de manter a lucidez. Ela tinha consciência disso, consciência que aquilo poderia ser irreversível.

Sentia que ela era a única que poderia dar um basta em si mesma. Não havia mais ninguém que iria se importar ou, ao menos saber.
Ao mesmo tempo que havia tempo, ele faltava.
Se transformou no que viam e no que era. O que viam, era a melhor pessoa a ser vista. Já o que era, não era nada.
Apagava frases inteiras na angustia de não soar bem, deixava de lado linhas de pensamentos inteiras com o medo de não serem aceitas.
Fugia, gritava, tentava manter o sorriso no rosto. Em vão, sempre.
O espelho sabia tudo que acontecia e dele, fugia amargamente.
Não tinha muita certeza ainda como tudo aquilo ia passar, como iria fazer passar.
Sabia que algo iria acontecer, por bem ou por mal. Pra sempre ou só por um momento.
Ao menos, ela sabia que era verdadeira. Verdadeira nas coisas que pregava e demonstrava.. Não havia o fato de jogar ao vento uma coisa e fazer outra.
Tinha certeza de tudo que já não queria mais ter por perto.

A mente, o coração, os planos.

As palavras vão e vem. Como batidas do coração.
Cada segundo pode ser tempo demais ou de menos. Intensos ou vazios mas nunca no meio terma da equação do tempo de espera.
Poesias, textos, arte barroca. Há inspiração ou respiração.
A respiração é falha e aí já estou num beco sem saída em meio a pensamentos insaciáveis.
Hoje e amanhã se misturam numa febre cheia de sonhos, planos e desejos que com a fé no impossível vão se realizar.
O subconsciente aje sobre o consciente numa tentativa sempre frustrada de manter as coisas sob a ótica da lógica.
Numa batalha perdida pra si mesmo, o coração responde com o silêncio. O silêncio da recusa em se manifestar.
Tem motivos de sobra para deixar de sonhar mas se deixar de sonhar, o que terá pra viver?
A realidade se torna absoleta pra quem insiste em viver no mundo da lua.