Senhoras e senhores, respeitável publico! Sejam bem-vindos...

E hoje ainda gosto de olhar para o mundo sem entender o que meus olhos encontram.




quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vontade de verbalizar, e só.

Acordei com uma angústia, que não é passageira. Eu sei. Eu sinto. É como um germe, uma bactéria, um monstro dentro do meu estômago. Uma falha (ou quase) na minha identidade. Corrói. Sempre fugi do assunto mas não por medo e sim por achar que as pessoas podem ser tão generosas quanto eu costumo ser. Essa coisa de me doar e não ligar para as feridas que sangram em mim por ter a certeza que quem as causou virá em minha direção com um sorriso nos lábios, o coração na mão para um singelo e verdadeiro pedido de desculpas. Infelizmente eu cresci e deixei de acreditar que o mundo pode ser do jeito que eu quiser. Descobri ainda, e essa é minha maior dor, que até a relação mais pura e fraternal(teoricamente, claro) é baseada em cifrões e números que me doem. Só que, no fim das contas quem está mais errado nessa história sou eu, que sou homossexual e o que menos importa pra mim é a quantidade de carros que a pessoa tem mas sim a quantidade de histórias de vida ela tem pra contar. Entendi que não adianta achar que as leis não vão recompor uma relação que praticamente já não existe e o amor sempre vai prevalecer junto com o respeito e o carinho. Eu esqueço,sempre esqueço, que não depende só de mim.

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