Senhoras e senhores, respeitável publico! Sejam bem-vindos...

E hoje ainda gosto de olhar para o mundo sem entender o que meus olhos encontram.




sexta-feira, 2 de julho de 2010


Como o prisioneiro de guerra perdeu sua cela e ganhou a morte! No pátio central, na árvore mais próxima.
O castelo todo viu, toda a corte aplaudiu o grito como quem vê o último capítulo da novela e não se importa como começou. Todos eles sabem que o prisioneiro mereceu e pagou : todas as suas dívidas. Todas as suas vidas.
Ninguém viu a última lágrima. Ninguém ouviu o nome do último suspiro. Quem o amaria? O tão sonhado filho não o veria assim tampouco o reconheceria.
Tanto tempo na cela foi o suficiente para apagar dos seus olhos a esperança. A esperança de sua vida, Não! a salvação, a remissão dos pecados cometidos contra si.
Sentiu sua garganta apertar e seu coração se libertar do ódio. O ódio do que nunca poderia ter feito! Conquistaria o mundo se ela pedisse mas ela sequer sabia seu nome (Será que tinha um?) .
Suas mãos começaram a ficar molhadas de suor.
Sua memória fraquejava mas ele? Nunca! Estava morrendo pelo seu orgulho.
Não conseguia lembrar de sua mãe. Como teria sido seu rosto?
Estava voltando a ser o adolescente suicída com os punhos cortados e a mente entorpecida.
Decidiu que não resistiria porém sabia que em algum momento tentaria de novo.
Fechou os olhos.

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