Eu poderia sentir uma bateria tocando dentro do meu peito mas aquele vazio incômodo em meu estômago não me deixava em paz. Eu havia feito uma escolha.
Sempre me disseram que o passado precisa ficar para trás e eu acreditava nisso até perceber que o meu passado não me largava. De forma nenhuma.
Estava em minhas mãos permitir que aquela chama ( labareda talvez) voltasse a arder em mim. Ou não.
Tentei momentâneamente achar uma forma para conciliar. Conciliar o que eu havia sido com o que me transformei depois. Não deu.
É impossível misturar a àgua com o óleo.
Respirei fundo. O desespero não era a melhor solução. Minha mente parou e num segundo começou a trabalhar muito rápido.
Ouvi um grito. A liberdade gritava.
A liberdade de ser o que sou e poder responder a quem ousar perguntar como sou e porrque sou.
Sem fantasias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário