Eram as formas erradas de manter a lucidez. Ela tinha consciência disso, consciência que aquilo poderia ser irreversível.
Sentia que ela era a única que poderia dar um basta em si mesma. Não havia mais ninguém que iria se importar ou, ao menos saber.
Ao mesmo tempo que havia tempo, ele faltava.
Se transformou no que viam e no que era. O que viam, era a melhor pessoa a ser vista. Já o que era, não era nada.
Apagava frases inteiras na angustia de não soar bem, deixava de lado linhas de pensamentos inteiras com o medo de não serem aceitas.
Fugia, gritava, tentava manter o sorriso no rosto. Em vão, sempre.
O espelho sabia tudo que acontecia e dele, fugia amargamente.
Não tinha muita certeza ainda como tudo aquilo ia passar, como iria fazer passar.
Sabia que algo iria acontecer, por bem ou por mal. Pra sempre ou só por um momento.
Ao menos, ela sabia que era verdadeira. Verdadeira nas coisas que pregava e demonstrava.. Não havia o fato de jogar ao vento uma coisa e fazer outra.
Tinha certeza de tudo que já não queria mais ter por perto.
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