Senhoras e senhores, respeitável publico! Sejam bem-vindos...

E hoje ainda gosto de olhar para o mundo sem entender o que meus olhos encontram.




terça-feira, 25 de junho de 2013

Ma Mémoire Sale

Vago por essa casa procurando respostas perdidas a quatro anos atrás. Não aqui, num universo particular que já nem tenho acesso e mesmo assim, elas se tornam tão urgentes que já não consigo mais respirar.
Procurar alguém que não existe em todos os rostos e corpos perdidos por ai deixa de ser a solução de um drama insolúvel que vive em mim.
As feridas tornam a sangrar todas as vezes que me sinto extremamente infeliz por não poder ter feito todos esses corações felizes.
A chuva caída lá fora só me traz impotência. Impotência por não poder sair por ai revivendo tudo e dizer “aqui, agora... volta, pelo amor de Deus”.
Não que eu tenha poder suficiente de parar a vida de alguém para me fazer feliz; não que eu queira reinventar jeitos tortos para sorrir.
É que, e todo mundo sempre me disse, a solidão assusta. E eu, crente em mim, não dei ouvidos à alarmes que gritavam.
Perceber isso sozinha é, e assim deve ser meu carma. Percorrer sozinha caminhos que seriam tão mais confortáveis se houvesse alguém para quem eu pudesse dar as mãos.
Roubar bilhetes por ai, só me torna uma 171 dos corações.
Infame.
É como uma vertigem que não se cansa de me atordoar quando o que eu mais preciso é a terra firme aos meus pés.
Ter um sorriso perdido em fotos escondidas, gastas se torna suficiente num momento de pânico.
A pergunta que sempre vem à tona “Por que é mesmo que joguei tudo para o alto?” quando se torna tudo escuro e frio é quase que reviver toda a dor que causei não só em mim.
Peço perdão silenciosamente por saber exatamente o que aconteceu depois e o que vai acontecer se eu embarcar mais uma vez em algum navio de destino desconhecido.
As noites perdidas, como se veladas, não importa quem e muito menos onde se mostram tão desconexas quanto vazias.
Um porre; um cigarro; um torpor e a sensação do dia seguinte sempre a mesma: tudo ou nada.
Assumi responsabilidades antes de uma hora que talvez nunca precisasse chegar.
Fiz promessas vazias.
Devo pedir perdão, não silencioso desta vez, a todos. E não a mim.
As feridas causadas em mim eram apenas conseqüência de não poder mais sorrir. E não importa mais quem estava lá para estancar meu sangue.
A certeza que o certo nem sempre é o mais confortável e que o confortável é que o trará piores conseqüências num futuro muito, muito próximo.

Horas iguais e a esperança, inconsciente, que há alguém pensando em mim e a dor aperta cada vez mais meu peito num desconsolo interminável.

Um comentário:

  1. Saudade de todos tempo que passei ao seu lado. Dos planos feitos, das promessas e das juras. Não sei porque ainda me pego pensando em você. Não sei porque ainda me pego procurando seu cheiro nas pessoas, seu jeito, seu sorriso. Me dói não te ter aqui, me doi não te ter aqui nem pra uma prosa jogada fora.
    Me dói ter que te trancar num passado que eu queria que fosse meu presente agora.
    Me doeu te deixar aquela noite em janeiro, sabendo que nunca mais seríamos só eu e você.
    Te amo, de todo meu coração, mesmo que escondido.
    Babu ♥

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